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Revista Bob Store, inverno 2006, nº 8

De Bem com a Vida nos Hamptons, p.65

De Bem com a Vida nos Hamptons

O nome já parece de gente importante: os Hamptons. E é mesmo. O sofisticado balneário recebe nomes e sobrenomes. Entre os milionários e famosos, de Nova York e do mundo.

Por Bia Villarinho / Foto Paulo Netto

Em Long Island, a 120 milhas de NYC, a 27-East liga as cidades de Southampton e East Hampton – os chamados The Hamptons. Entre uma e outra, uma pequena vila, dunas, uma aldeia de pescadores e o lugarejo charmoso seguinte. Praias lindas, gente conhecida, estilo, silêncio, moda, arte, flores, cinema, fazenda, gastronomia. Uma mistura tão glamourosa quanto intrigante faz dessa faixa de aproximadamente 40 milhas um dos destinos mais disputados, principalmente, pelos americanos muito bem de vida, durante o verão.

E isso não é romantismo ou modismo recente. Marilyn Monroe e Arthur Miller passaram sua lua-de-mel lá. O arquiteto Charles Gwathmey construiu uma casa para seus pais, em 1965, encantado pela luz única de Amagansett. Nos anos 40, era comum cruzar com Gary Cooper e Sandra Shaw pelas ruas de Southampton.

Por outro lado, vale muito lembrar, que nos Hamptons se concentra também o chamado “old money” do nordeste americano. Sujeitos que residem em mansões de US S 30 milhões, dirigem carros quebrados e vestem roupas furadas, porque acham chique. Um adepto do estilo “não-estou-nem-aí” dos Hamptons: Helmut Lang.

Para não se perder nos nomes, imagine a faixa, ao longo da ilha, no sentido oeste para leste.

Southampton é a primeira cidade, que abriga Westhampton, a vila Westhampton Beach, as dunas Westhampton, Quogue, Est Quogue, Hampton Bays, a vila Southampton, North Sea, Sag Harbor, Water Mill, Bridgehampton e Sagaponack.

Chegamos à cidade de East Hampton, ou Hampton do Leste, que inclui Wainscott, a vila East Hampton, Springs, a vila Sag Harbor, Amagansett e Montauk.

Mesmo quem ainda não pisou nessas areias certamente já encheu os olhos com o cenário de produções de cinema e fotografia.

“Alguém Tem Que Ceder”. A comédia romântica, de Nancy Meyers, com Jack Nicholson, Diane Keaton. Reconheceu? Pois é, aquela casa fantástica, da Erica (personagem de Diane), onde se passa grande parte da história, é numa das praias dos Hamptons. Gisele Bündchen foi capa da Vanity Fair também bastante à vontade por essas bandas.

Com tanta gente das arte circulando, não falta programação de categoria, nas galerias e nos museus. Só em East Hampton, o Historical Society oferece cinco museus e a Canyo Gallery promove o lançamento da Visionaire Verão.

Se o nova-iorquino leva a fama de comprador compulsivo, o comércio está à altura. Ainda com o requinte de presenças luxuosas, como Calvin Klein e Ralph Lauren, como vizinhos. Mas parece que, como business, as sorveterias e salas de cinema ainda são as mais movimentadas.

Bem, o cinema está presente em várias cenas. Alec Baldwin, Sara Jessica Parker, Renée Zellweger e Steven Sielberg passam lá suas temporadas. No restaurante do Sunset Beach Hotel, é fácil cruzar com Uma Thurman. Já no café Sant Ambroes, Nicole Kidman aparece para um capuccino. Estes e outros também podem ser vistos no já tradicional Hamptons International Film Festival.

Para os que preferem hospedar-se, o American Hotel, de 1877, mantém-se esplêndido, até nos lampiões a gás originais. Além de oferecer uma das melhores cartas de vinhos e chefes de cozinha da região. A família Kennedy dá seu ok.

Estados Unidos, sim, mas nem tanto – o McDonald’s mais próximo está a cerca de 50 milhas de distância. E os Hamptons servem muito bem. Basta recolher o tipo de cozinha, que comer e beber em alto estilo faz parte do cardápio. Sem falar do frescor dos produtos das fazendas e o sushi assegurados pela forte tradição pesqueira local.

Kelly Killoren-Bensimon, em seu livro In The Spirit of the Hamptons, descreve os Hamptons como um tipo de lugar onde muitas coisas, aparentemente incompatíveis, coexistem harmonicamente. Como um tipo de lugar onde a maioria da população moras apenas dezesseis semanas por ano. Ou um tipo de lugar onde a Cornell University instalou seu observatório de borboletas.

Entre tantas, uma coisa é certa: mesmo que não seja verão, ou que você não seja americano ou milionário, os Hamptons são um lugar para onde dá vontade de ir. E ficar, nem que seja luxuosamente por um dia, muito de bem com a vida.

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